ALEMANHA · VIAGENS

Viagem à Alemanha – Atrações gratuitas em Berlim

Ficamos hospedados no Ibis Styles Berlin Alexanderplatz e adoramos a nossa escolha. O quarto era espaçoso e confortável, recepcionistas simpáticos e café da manhã farto (destaque para os pacotinhos de Nutella à vontade! Rsrs). Estranhei apenas duas coisas no hotel. Ele tem apenas um elevador, então em determinados horários, havia fila de espera entre hóspedes e camareiras (com carrinhos) para utilizá-lo. Além disso, no período da noite, acho que a partir de 23h00, a porta de acesso ao hotel fica trancada, sendo preciso acionar à recepção pelo interfone e pedir para abrir. Acredito que esta seja uma medida de segurança.

Conhecemos muitos lugares em Berlim. A cidade até hoje não se recuperou totalmente das consequências das guerras. Vimos diversas obras em andamento e marcas de balas e estilhaços em algumas construções. Há também muitos memoriais dedicados àqueles que sofreram com a triste história do país, como os judeus, estudantes, famílias e soldados. O Muro de Berlim, inclusive, tem alguns trechos intactos pela cidade. A população mantém recordações do passado com a intenção de não se esqueceram do que aconteceu ali e mostrarem à geração atual, para que não se repita.

Para passear em Berlim, há várias atrações gratuitas e interessantes. A maioria delas estão concentradas na mesma região, podendo ser facilmente acessadas caminhando pela cidade. Já as mais distantes possuem fácil acesso pelo transporte público. Deixo aqui a dica de alguns lugares que visitamos.

Alexanderplatz (Praça de Alexander)

Uma grande praça localizada no bairro Mitte, com muitas lojas ao redor, como a Primark, DM e Galeria Kaufhof. Há um relógio universal, que mostra o atual horário em diversas cidades do mundo, e está próxima da Torre da TV, uma atração muito visitada.

A praça conta com uma área disponível para a realização de eventos. Quando fomos lá, haviam barraquinhas de comidas e bebidas relacionadas à Oktoberfest, além de decoração temática, brinquedos e comerciantes vendendo suvenires. Essas barraquinhas não são fixas, a prefeitura as retiram de tempos em tempos.

 

Reichstag (Prédio do Parlamento)

O Parlamento da Alemanha sofreu um incêndio em 1933 e também foi atingido durante a Segunda Guerra Mundial, então, posteriormente, precisou passar por reformas. Nesta ocasião, foi decidido implantar uma modificação em relação ao projeto original. No terraço da edificação foi acrescentada uma cúpula em estrutura metálica e revestida por vidros, antigamente a cúpula era de metal, destacando-se em relação ao estilo clássico do restante do Parlamento. A finalidade desta cúpula é fornecer iluminação natural e conforto térmico ao interior da edificação, além de ter se tornado uma atração turística.

Os visitantes interessados em conhecer a cúpula devem agendar o passeio com antecedência pela internet, através deste link e a confirmação da reserva será enviada por e-mail. No site também há a opção de reservar um tour guiado por outras dependências do parlamento.

A visita à cúpula ocorre diariamente, de 08h00 às 00h00. No dia agendado é necessário chegar com antecedência de no mínimo 15 minutos, apresentar o passaporte e passar por uma revista. O acesso ao terraço é feito por meio de um amplo elevador. (Nunca tinha visto um elevador tão grande, parecia até uma sala! Rsrs). O visitante pode permanecer no terraço e na cúpula pelo tempo que desejar. Há ainda um restaurante no local.

É oferecido um áudio-guia em diversos idiomas, incluindo o português (de Portugal). A medida que o visitante vai subindo a rampa que leva ao topo da cúpula, o áudio-guia dá informações a respeito do parlamento e sobre os lugares da cidade que é possível avistar através do vidro.

Estava chovendo no dia que agendamos e os vidros estavam embaçados, o que dificultou observarmos o lado externo através da cúpula de forma clara. Apesar disto, gostei do passeio, e até mesmo pelo terraço tem-se uma bela vista de Berlim.

Brandenburger Tor (Portão de Brandenburgo)

Localizado na Parisier Platz (Praça Parisiense), o Portão de Brandenburgo é considerado o ponto turístico mais visitado de Berlim. Antigamente, na época do império da Prússia, haviam muros delimitando o território da cidade, assim, existiam alguns portões para que fosse possível a passagem de pessoas entre os limites, incluindo a família real, e o Portão de Brandenburgo era um deles. Durante toda a História o Portão teve uma grande importância. No seu topo há a estátua de uma deusa na carruagem, a qual foi pega por Napoleão durante o período que os franceses ocuparam Berlim, mas, posteriormente, os alemães conseguiram reconquistá-la.

Atualmente os habitantes realizam manifestações e protestos em frente ao portão e também celebram datas especiais próximo a ele, como o Dia da Reunificação da Alemanha, vitórias esportivas, entre outras. Quando o visitamos, estava na época do Festival of Lights (Festival das Luzes), que durante as noites do festival, projeta imagens e luzes na fachada de alguns pontos turísticos e estabelecimentos.

 

 Holocaust-Mahnmal (Memorial do Holocausto)

O Memorial do Holocausto representa uma das formas encontradas pelos berlinenses para homenagear todos os judeus mortos, que tanto sofreram com o governo nazista. Se consiste em uma área aberta, próxima ao Portão de Brandenburgo, que exibe de forma permanente e sem restrição de horário, a obra de um arquiteto inspirado nas vítimas. São milhares de blocos de concreto, próximos entre si e de alturas variadas. A interpretação varia de acordo com a percepção do visitante, para mim, me senti como se estivesse em um labirinto ou cemitério, em que os blocos representavam túmulos. No dia que estivemos lá estava chovendo, então as gotas de água que escorriam pelas faces dos blocos me lembraram lágrimas. É uma atração que sensibiliza, mas não deixa de ser interessante. Não é permitido subir nos blocos e tem sempre um segurança à postos para chamar a atenção de quem desobedece.

Apesar de não termos visitado, ficamos sabendo ainda que no subsolo do Memorial há um museu gratuito com informações sobre a perseguição aos judeus, o qual está sujeito à horários de funcionamento. 

Igreja Gedächtniskirche

Durante os ataques aéreos ocorridos na Segunda Guerra Mundial, a igreja Gedächtniskirche teve grande parte de sua estrutura destruída. Apesar do estrago, o salão de entrada e uma das torres se mantiveram erguidos, apesar desta torre ter sido parcialmente destruída. A população decidiu por não restaurar a igreja, e torná-la um dos símbolos das consequências da Guerra. Assim, a torre continua semidestruída. No interior da igreja há fotos, textos e objetos, incluindo uma cruz feita com pregos, que informam a respeito da história da Gedächtniskirche. Ao lado da antiga igreja foi construída uma nova, em estilo moderno, e é lá que são realizadas as missas e celebrações.

A igreja está localizada no bairro Kurfürstendamm, uma região com muito comércio e lojas de grifes, então, a torre semidestruída chama atenção de quem passa por ali. 

Topographie des Terrors (Topografia do Terror)

Localizada na antiga sede da Gestapo (polícia secreta nazista), a Topografia do Terror possibilita que, no ambiente externo, o visitante tenha contato com um trecho original do Muro de Berlim, protegido por grades, além de visualizar as ruínas do prédio da Gestapo, onde estão expostas imagens e textos (em alemão e inglês) relacionados ao período nazista.

Há ainda uma construção em anexo, chamada de Centro de Documentação. Neste ambiente, são exibidas inúmeras fotografias, textos, documentos e áudios que representam os horrores planejados e praticados pelo governo nazista. As imagens são fortes e tristes, e é visível o sofrimento e medo vivido pelas vítimas.

As exposições são permanentes e abertas ao público diariamente, das 10h00 às 20h00, com exceção dos dias 24/12, 31/12 e 01/01.

East Side Gallery (Galeria do lado leste)

A East Side Gallery está localizado no lado oriental (leste) da cidade, às margens do Rio Spree, e representa um dos trechos preservados do Muro de Berlim. Em 1990 vários artistas de diversas nacionalidades foram até Berlim e registraram suas artes nos 1,3 km do muro através da pintura. Assim, o East Side Gallery se tornou a maior exposição de arte à céu aberto do mundo. A maioria das pinturas simbolizam a ideia de paz, contexto político, amor, esperança e liberdade. Algumas obras são mais concorridas do que outras, então havia uma pequena fila de espera para fotografá-las, como é o caso da cena do beijo entre um político soviético e outro comunista.

Quando o visitamos, algumas partes do muro estavam em branco, o que me pareceu que o mesmo estava passando por algum processo de revitalização, tendo em vista a constante deterioração do muro pelas condições climáticas e atos de vandalismo. Outro fato que me deixou meio “frustrada” é que praticamente toda a extensão da galeria estava protegida por grades metálicas. Nas fotos que eu tinha visto pela internet não parecia ser assim.

A East Side Gallery não está próxima de outros importantes pontos turísticos, mas o acesso a ela é fácil pelo transporte público. Além do mais, vale a visita por ser um dos principais cartões postais da cidade.

Checkpoint Charlie

Durante o período em que a cidade estava dividida pelo muro, as pessoas que viviam no lado ocidental de Berlim não podiam acessar o lado oriental, e vice e versa. Apenas uma minoria privilegiada, representada por autoridades políticas e policiais, tinham este direito. A passagem entre os dois territórios de Berlim era realizada nos Checkpoints (postos de verificação militares) localizados em lugares estratégicos da cidade, as fronteiras. Nos checkpoints os passageiros tinham a documentação conferida e se estivesse tudo correto, ganhavam um carimbo no documento e o direito de passar pela fronteira.

O Checkpoint Charlie era um deles e é o único existente até hoje. O nome Charlie é em referência a letra C, chamada de Charlie no código universal de comunicação via rádio. Apesar de sua importante função durante a Guerra Fria, atualmente o Checkpoint Charlie é apenas um marco simbólico da história de Berlim. Os visitantes podem observar a placa indicando que naquele ponto você estaria saindo e/ou entrando no setor americano.

Além disso, há uma réplica da cabine que dá nome ao local e próximo a ela encontram-se atores vestidos de soldados que posam para fotos. Para fotografar junto com os guardas é cobrado 3,00 € por pessoa, usando a própria câmera, e eles emprestam chapéus para compor o figurino. Na minha opinião, os soldados não estavam muito interessados em cumprir esta função, e alguns deles chegavam a conversar e olhar em direção oposta, enquanto estavam posando. Estes comportamentos não me pareceram profissionais, ainda mais por ser uma atividade cobrada à parte. É possível adquirir ainda, com os próprios guardas, carimbos no passaporte, em referência aos utilizados antigamente, além de outros suvenires.

A rua em que o Checkpoint Charlie está localizado não é muito adequada para receber a demanda de turistas. Em diversos momentos percebi conflitos entre motoristas e pedestres procurando o melhor ângulo para fotografar. Nas imediações, há vendedores ambulantes e lojas, sendo esta uma boa região para compra de lembrancinhas.

É possível ainda incluir no passeio a visita ao Museum Haus am Checkpoint Charlie (cobrado ingresso) que documenta as fugas realizadas entre os setores, e à frente do Checkpoint Charlie encontramos uma exposição gratuita a céu aberto, com fotos e textos relacionadas à história do muro, além de uma pequena amostra dele.

 

Volkspark Friedrichshain (Parque Friedrichshain)

 O Volkspark Friedrichshain está um pouco distante de outras atrações, mas chegamos até ele por meio de transporte público direto da Alexandreplatz. Trata-se de um parque com uma extensa área verde, boa para caminhadas, prática de exercícios físicos e passeios com a família, os amigos, em casal ou com animais de estimação. O nome do parque é em homenagem ao antigo rei Friedrich, da Prússia.

Minha intenção de visitar o parque era para poder ver a fonte inspirada em obras dos irmãos Grimm, já que nossa passagem pela Alemanha seria rápida e não teríamos tempo para fazermos a Rota dos Contos de Fadas. Para a minha surpresa, a fonte estava em manutenção, então a minha tão sonhada foto teve uma fonte sem água, com barro e funcionários trabalhando!

Apesar disso, vimos no parque outras atrações interessantes que fizeram valer a visita, como alguns lagos, esculturas, nascente de água e uma construção em estilo japonês, chamada de Sino da Paz.

Após a visita, fomos em um supermercado Rewe próximo ao parque e lá compramos chocolates e cervejas por bons preços.

*OBS: as informações históricas publicadas nesse post foram pesquisadas nos blogs Simplesmente Berlim, Agenda Berlim e Canal Alemanizando, os quais me auxiliaram no planejamento da viagem e serviram de inspiração para o presente post. Acrescento ainda um crédito especial a Elissa, do Canal Alemanizando, que nos contou muitas curiosidades e fatos sobre a cidade no nosso passeio guiado. 

 

 

 

 

 

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Um comentário em “Viagem à Alemanha – Atrações gratuitas em Berlim

  1. Ótimo post!! O museu no subsolo do memorial do holocausto é bem triste, mas muito bacana de visitar! Gostei muito. Fica para a proxima vez que voces forem em Berlin, né? 🙂
    E que pena que eu nao consegui entrar no predio do parlamento!!! deve ser lindo mesmo. Gostei das fotos!!!
    Beijos

    Curtido por 1 pessoa

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